De muito amor se fala. De pouco o amor se cala.





O amor não pede holofotes. O amor não pede outdoor. O amor não precisa de aval.

Não precisa ser compartilhado com os demais. Não precisa ser o protagonista da história da novela. O amor não precisa ser a peça principal.

Ele está nas coisas mais simples do dia a dia. Ele revela-se grande com pequenos atos. Mantém-se sobre 4 paredes e entre duas pessoas (ou mais?). No se opõe aos fatos.

Não são as grandes demonstrações de afeto, o mais caro dos presentes, as mil curtidas na foto do casal na rede social. No cartão no dia dos namorados. Nas flores no aniversário. Nas palavras dos amigos e familiares.

Nada disso nos fala do amor do outro. Nada disso valida o sentimento. Nada o detém.

Ele está nas pequenas grandes coisas. Naquilo que compõe o dia a dia. Na forma em que ele se manifesta na realidade dos envolvidos. Na rara verdade de cada alguém.

No carinho que ele te trata no cotidiano. No jeito que ela te elogia para os outros. Nas mensagens que se trocam com o olhar. No prazer de dividir o dia.  No momento em que ele pensa em ti, assim de repente. Na forma que ela sorri ao te encontrar. No carinho que ele te faz pra adormecer. No abraço carinhoso em que se envolvem ao amanhecer. No beijo demorado ao se despedir. Na cumplicidade com que agem. Na felicidade ao se rever. No companheirismo em que vivem. Nas palavras e nos gestos que trocam. Nas intimidades que compartilham. No entendimento que buscam. Nos detalhes em se notam.

O amor precisa ser sentido pelos amantes, pelos amados. Precisa ser além disso: vivenciado!

 Errantes no caminho da certeza. Em que ponto possa tê-la? Quando perdê-la?

O amor é reconhecido no outro.

Conhecido no novo.

Reforçado na dificuldade.

 Comemorado na alegria.

Perpetuado na saudade.

De tanto amor se fala. De pouco amor se cala.

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