In-significância
Nada fácil viver nesse mundo chamado eu. Complicado viver nessa rotina diária de ser quem sou. Eu mesmo com todo o pleonasmo que existe.
Aqui dentro é turbilhão, montanha russa. E por mais que seja divertido estar em um parque de diversões, às vezes, cansa.
Queria apenas por alguns momentos esquecer desses questionamentos que habitam a mente, dessas filosofias que eu teimo em debater com meus pensamentos, dessa batalha diária que insisto em travar entre a razão e o coração, entre o querer e o poder.
Queria ao menos por hoje, me sentir como todo mundo. Conformar-me com o básico, com o medíocre e esquecer um pouco de fazer sentido.
De ser quem eu almejo.
De ser de verdade. Ser um pouco de mentira, só pra variar.
Queria permitir-me insignificância ao menos em alguns dias.
E na minha insignificância, poder chorar por motivos bobos, poder morrer de amores, poder gritar ao mundo um foda-se bem grande e comer meu chocolate sem ninguém me dizer que doce demais dá cáries nos dentes.
Ser eu dá um trabalho danado.
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