Jurei pra mim que esse não seria pra você ...e agora é.
Perdas sempre nos causam dor. Algumas maiores que outras. Essas mais intensas, mais doídas.
Ao perder alguém querido percebemos o quanto somos frágeis. O quanto somos uma espécie qualquer com inúmeras limitações. E nessa hora a gente sempre põe em cheque tudo que faz. Tudo que pensa. Tudo que vive.
No que vale a pena gastar seu tempo?No que, de fato, gastamos o tempo que dispomos aqui?
Cumprindo papéis que a sociedade espera? Muitas vezes jogando fora, dispensando, desgastando o pouco tempo que se tem em coisas que não tem sentido. Não tem conserto. Por quê? Ou somos fiéis à nossos desejos e sentimentos?
Passamos nossos dias estressados, trabalhando, ganhando dinheiro. Que gastamos em quê?
Guardamos numa poupança para investimentos futuros? Para quem sabe, quando tivermos tempo, fazermos aquilo que queríamos enquanto estamos dias e mais dias dedicando-se ao trabalho. Ou gastamos todo ele em nossos pequenos deleites pessoais: roupas, comidas, bebidas, passeios, hobbies?
Não podemos ser utópicos. Claro que uma vida sem trabalho não é possível para a maioria das pessoas. Mas, como otimizar isso?
Não temos tempo de sobra. Não conseguimos manter estreitos todos os vínculos que gostaríamos. Mais que a distância, os compromissos nos separam.
Diante disso: o que julgamos como prioridade? À que damos importância? O quanto vale o que você sente? Sabemos o preço das coisas, mas, às vezes, esquecemos do seu valor.
Espero a cada dia poder julgar isso da melhor forma, sendo fiel àquilo que valorizo.
Nem tudo que eu queria eu não posso ter.
Gente que não posso mais ver, coisas que não posso fazer e momentos que não posso viver. Abriria mão de muitas coisas em trocas de algumas delas, inclusive de todo o dinheiro ou qualquer bem. Mas isso é uma escolha minha não a de todo mundo. Somos livres para fazermos nossas escolhas. É bom sempre pensarmos sobre isso.
Parafraseando Hawking ( e sabe-se lá mais quem): “Enquanto há vida, há esperança”.
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