Discursos de ódio: is the new black
Redes sociais. Elas podem fazer você, pessoinha atrás da tela do computador, acreditar que pode tornar-se intocável através delas.
Discursos de ódio rolam soltos. Todo mundo com ódio do vizinho, do vendedor, do professor, do chefe, das "zamigas", do governo, da sociedade, do bandido, do fulano de tal lá que nem conhece. Pré julgando , julgando e batendo o martelo: todos culpados! Todos merecedores de pena de morte. Afinal, a culpa das misérias do mundo é sempre do próximo. De "geral".
Como se as partes não constituíssem o todo.
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Imaginava que isso era um fenômeno das redes sociais, onde , ao menos fisicamente, as pessoas não poderiam ser atacadas.
Mas não. Esses discursos não estão restritos. Eles estão presentes no trem, no ônibus, no bar- ah, e ali multiplicam-se, na roda de amigos. Até mesmo são diretos. Direcionados a um estranho que pisou no meu pé. Não importa se ele pediu desculpas, pisou no meu pé e isso é imperdoável! Merece um discurso de ódio, com direito à cara feia, generalizações e xingamentos endereçados à mãe do sujeito. Garçom estúpido, derramou água na minha calça, por isso tá aí servindo mesa, blá, blá, blá e por aí vão, vomitando ódio. E por vezes, exalando preconceitos.
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Agressividade, o novo tom da moda.
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Não, eu não quero fugir dos problemas que o país vem enfrentando- mentira quero me mudar daqui haha- mas estamos agindo diariamente como cães raivosos, muitas vezes com assuntos que talvez não merecessem tanta disposição. Vamos deixar para nos chatear com aquilo que realmente vale o esforço.
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Intolerância, a tendência da vez.
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Até mesmo quando a causa é super válida, existem críticas negativas. Com coisas que mais trazem prós do que contras. A ânsia de "causar" fala mais alto. Nas mídias, na boca das pessoas.
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Polemizar, a nova febre.
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Não, não estou me excluindo disso. Não tenho paciência, não sou calma. E sim, mudar isso é uma luta constante. Não estou aqui para dar lição de moral- e quem seria eu?- mas sim para convidar à reflexão. Estão todos convidados!
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A velha e clássica: Mais amor, por favor.
(Anelise Passos)
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