Um estranho na própria vida


Uma das tarefas mais importantes- e também difíceis - na vida é descobrir-se. 
De repente, um dia ,você acorda, olha em volta e pensa: que porra eu tô fazendo aqui?
Não se reconhece no espelho. Quando foi que eu gostei destas paredes beges? O que aconteceu com esse cabelo? Quem comprou essas roupas? Tá brincando que eu gosto de verde? Será que me obrigaram a curtir eletrônica?
Sente-se um forasteiro na sua própria vida.
Nascemos muito dependentes de outras vidas. Crescemos com muitas influências. Faz parte de um processo quase inerente que, na maioria das vezes, não tenhamos poder de decisão. As nossas escolhas, são as escolhas dos outros. Dos nossos pais, dos nossos professores, dos nossos avós.
Decidiram quem seríamos. No que acreditaríamos, nos disseram como nos comportar. Nos ensinaram o certo e o errado. O ideal e o inaceitável. E assim a vida foi seguindo e nós seguimos com ela. 
É o quanto ela ja se desenrolou quando inciamos a auto descoberta, que tornará o processo mais ou menos difícil. 
À medida que amadurecemos e nos percebemos em nossa individualidade, desejamos fazer nossas próprias escolhas.
Só que, às vezes, já somos mães, pais, avós, já temos uma carreira sólida. Já temos casa própria. Uma certa estabilidade. 
E então como tapar os olhos? É pegar ou largar. Ser ou não ser.
(Re)pensar -se. (Re)escolher. (Re)construir. (Re) inventar-se.
Isso geralmente abala as pessoas à nossa volta. E elas tentam encontrar uma causa que justifique a nossa mudança. 
Antes tu não gostava disso, como gosta agora?
Tu fazendo isso? 
Quem te viu e quem te vê. 
De fato. 
Quem me viu ontem,produto das escolhas dos outros, não conhece a pessoa que eu escolhi ser hoje. 
Cada um desperta pra sua vida à seu tempo. Uns na adolescência. Outros na maturidade. 
E há quem nunca perceba que vive uma vida impostora.
Depende de você escolher ser quem é ou quem quer ser

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