Quem somos
Ao longo da construção do nosso pensamento enquanto parte desse planeta, desse universo, muitas ideias levaram a concluir que a espécie humana é o topo da evolução. Da criação (?)
A melhor parte do planeta. A mais importante. O ápice. Hors concours.
Como se fizéssemos parte de um plano em que somos a conclusão. O objetivo alcançado. A versão aprimorada de tudo que existe e já existiu.
E mesmo que você não pense assim, que tenha uma boa relação com a evolução e um entendimento razoável sobre ela , sobre seus processos (dentro do que já delineamos, é claro), ainda assim você pode enfrentar problemas em relação ao seu valor nesse planetinha azul. Ainda assim, deve provavelmente valorizar e priorizar a vida humana.
Esse pensamento leva muitos indivíduos da nossa espécie (e digo até que existe um pensamento mais geral) concluir que somos mais importantes que as demais espécies que vivem aqui, que já viveram.
O que significa que todas as outras podem morrer, tem a possibilidade de extinguir-se, exceto a nossa.
Qualquer tipo de evento que tenha como consequência a extinção (gradual ou instantânea) da nossa espécie é tema de inúmeras criações artísticas e pensamentos em todo canto desse mundo.
Estamos aqui a pouco tempo, se tomarmos por escala a origem do nosso planeta e por certo fizemos muitas descobertas e evoluímos ideias, mas julgamo-nos entendidos sobre o assunto. Donos do campinho. Intocáveis, invioláveis. Como se estivéssemos aqui desde sempre e portanto jamais deixaremos de existir. E mais, que depois de nós nada de novo virá. Nada de tão especial e importante. Que fomos criados, para uma missão. Que tudo isso que já aconteceu tem um sentido, um objetivo. Que estamos aqui por um propósito. Que fomos destinados. Somos os escolhidos.
Nosso ego não nos permite o papel de coadjuvantes. De fato não somos, no momento atual. Mas na história da Terra, que papel ocupamos? Quantos anos que durará nosso estrelato??
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