A morte de um sentimento
Morre de fome, quando não é alimentado com boas coisas, boas ações, bons resultados. Morre de erros, quando é submetido a diversas situações que contradizem aquilo que ele nos desperta. Morre de esquecimento, quando tem que ser renegado, submetido a ser deixado em uma gaveta, quando fica no futuro, quando é incerto a sua necessidade, sua ocorrência no outro.
Morre de desprezo, morre de mágoa, morre de solidão, morre de saudade. Morre de inexistência.
Morre, sem maiores explicações ou definições.
Mas é morte geralmente provocada, aos poucos, destruída, com ações, situações, palavras. Um assassinato, matando devagarinho cada parte que o compõe. Como quando se tira as pétalas de uma margarida. Uma a uma. Vagarosamente perdendo suas características até ficar irreconhecível como flor.
Um sentimento muitas vezes não morre quando terminam as circunstâncias a que era submetido. Por exemplo, um amor nem sempre morre no término da relação. Nem sempre morre para todos os envolvidos, ao mesmo tempo. Nem sempre morre.
A morte de um sentimento é gradual, uma involução. Ela ocorre devagar, quase que imperceptível, quase que sem intenção por parte de quem sente.
A morte de um sentimento, nem sempre é tão doída. Porque ela não acontece quando queremos, porque queremos ou precisamos. É algo que foge ao nosso controle. A morte de um sentimento acontece sem que nos demos conta. E por
isso pode tonar-se até um processo natural.
Como água escorrendo pelas mãos. Aos poucos, sem que exista algo que possamos fazer para segurá-la.
Repentinamente aquilo que ele trazia à tona, não se apresenta mais, as circunstâncias mudaram, os personagens saíram de cena.
De repente você simplesmente não sente.
Não toca, não faz mais sentido.
Não existe.
E aí somente resta a lembrança. A memória que ali, naquele lugar que agora está vago, houve um dia um sentimento. Que de tão intenso e tão grande, transbordava.
E como incontrolável que é, fugiu, sumiu, esvaiu, transbordou até a última gota.
Morreu.
(Anelise Passos)
Morre de desprezo, morre de mágoa, morre de solidão, morre de saudade. Morre de inexistência.
Morre, sem maiores explicações ou definições.
Mas é morte geralmente provocada, aos poucos, destruída, com ações, situações, palavras. Um assassinato, matando devagarinho cada parte que o compõe. Como quando se tira as pétalas de uma margarida. Uma a uma. Vagarosamente perdendo suas características até ficar irreconhecível como flor.
Um sentimento muitas vezes não morre quando terminam as circunstâncias a que era submetido. Por exemplo, um amor nem sempre morre no término da relação. Nem sempre morre para todos os envolvidos, ao mesmo tempo. Nem sempre morre.
A morte de um sentimento é gradual, uma involução. Ela ocorre devagar, quase que imperceptível, quase que sem intenção por parte de quem sente.
A morte de um sentimento, nem sempre é tão doída. Porque ela não acontece quando queremos, porque queremos ou precisamos. É algo que foge ao nosso controle. A morte de um sentimento acontece sem que nos demos conta. E por
Como água escorrendo pelas mãos. Aos poucos, sem que exista algo que possamos fazer para segurá-la.
Repentinamente aquilo que ele trazia à tona, não se apresenta mais, as circunstâncias mudaram, os personagens saíram de cena.
De repente você simplesmente não sente.
Não toca, não faz mais sentido.
Não existe.
E aí somente resta a lembrança. A memória que ali, naquele lugar que agora está vago, houve um dia um sentimento. Que de tão intenso e tão grande, transbordava.
E como incontrolável que é, fugiu, sumiu, esvaiu, transbordou até a última gota.
Morreu.
(Anelise Passos)

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