Uma história de... utopia
E esse meu cérebro acostumado, gera imagens de nossos momentos como num filme. Sob uma vinheta envelhecida eu vejo passar na minha frente , nós dois numa história de amor.
Como numa produção de cinema, lá estamos nós, tão juntos, tão um do outro. Até a lua tinha inveja da nossa intimidade, da cumplicidade que existia ali.Da verdade da qual aquilo era feito.
Eu vejo as cenas passarem diante dos meu olhos: o toque da tua mão na minha pele, os beijos longos, os olhares, as risadas, as brincadeiras. Estava tudo lá, tudo tão incrivelmente indecifrável e ao mesmo tempo surpreendentemente perceptível. Eu posso ver, quase posso tocar. Eu posso sentir, quase revivo aquele sentimento que inundava todo o nosso ser, não deixando espaço para mais nada. Nem para a realidade.
Um medley de tudo que houve de melhor ao som de uma trilha sonora única. Um pout porri composto por artistas que um dia inspirados por paixão tão intensa quanto a nossa, criaram poemas em forma de músicas que hoje fazem parte das nossas mais gratas memórias.
E esse meu coração bobo que ainda insiste em te desejar o melhor mesmo que de longe de tudo o que te faria bem, que nos faria feliz.
E por esses caminhos quase tortos vou seguindo com a retidão de pensamento e o foco numa esperança quase que minúscula, que ainda permanece acesa como pequena chama.
Que quase não queima, mas arde cada vez mais.
Que quase não queima, mas arde cada vez mais.
Quem sabe um dia. Quem sabe em algum lugar. Quem?
Quem sabe um dia eu não escreva um livro com essa nossa história? Seria justo imortalizar a utopia de um amor real num mundo de mentiras.

Comentários
Postar um comentário