Da pronfudidade , das superfícies.
Éramos iguais. De tão semelhantes nos confundíamos um no outro. Porém, fundamentalmente diferentes. Você, superfície. Eu, profundidade.
Você correnteza, leva consigo tudo que existe de mais leve quando passa. Arrasta até aquilo que é preso à raiz, revolve, revolta, tira do lugar.
Eu, poço profundo. Dentro de mim só vivem espécies abissais. Raras de encontrar. Só alcança a profundidade aquilo que é tão profunda quanto ela. E jamais se decifra o que se pode encontrar lá.
Eu, poço profundo. Dentro de mim só vivem espécies abissais. Raras de encontrar. Só alcança a profundidade aquilo que é tão profunda quanto ela. E jamais se decifra o que se pode encontrar lá.
Porém, profundidade e superficialidade não ocorrem juntas. Talvez no mesmo lugar, mas com um abismo entre elas.
Quando se trata de superficialidade, não se pode mergulhar, se corre o risco de logo tocar o fundo. E aí não tem mais nada a ser descoberto.
Quando se trata de profundidade, se você mergulhar, corre o risco de jamais emergir.
(Anelise Passos)
(Anelise Passos)

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