Prender-se por opção
Motivo do término de infinitos relacionamentos, dizem que ele por vezes é sadio, em outras, doentio. Ciúme! Quem nunca? Quem sempre?
Tão comum nos dias de hoje escutar inúmeras histórias de ciúmes. Na era das redes sociais certamente esse sentimento encontra infinita matéria para se utilizar. Com tantas redes de pessoas interligadas, atividades, frases, mensagens, certamente o campo é amplo para que várias situações instalem-se.
Mas até que ponto o ciúme é dito sadio? Um sentimento bom? Na minha singela opinião, até um limite que logo estoura.
Ciúme é um sentimento que se não é trabalhado geralmente vai tomando proporção. Até apresentar-se em níveis alarmantes, o que já o caracteriza como doença .E é nesse ponto que então põe-se nele a culpa por desrespeito, violência, mortes, excentricidades de toda a forma. O chamado amar demais (?).
A maioria enxerga um ciuminho besta como demonstração de afeto. Ah, ele me ama, tem ciúmes dos meus amigos homens, que bonitinho, protege o que é dele. Ah, ela me ama, tem ciúmes de quando saio todo perfumado, não quer que os outros sintam o cheiro do que é dela.
Não, esse sentimento não é amor, é posse.
Sentimos ciúmes de objetos, porque nos pertencem. Afinal, geralmente adquirimos eles através de nosso esforço ou recebemos como presente endereçado diretamente à nós. Nos pertencem.
Pessoas não. Nunca pertencerão ou pertenceram ao outro senão a si mesmo.
Acredito, demonstrar afeto é libertar. Não apropriar-se do outro. Demonstrar afeto com maturidade é saber que o outro não lhe pertence, não foi adquirido em momento algum. O outro está a seu lado (ou deveria) por vontade própria, não por prisão.
Embora isso exista aos montes. Relações onde mantem-se o outro ao seu lado como um objeto, de direito adquirido. E aí, como dar um tratamento diferente ao que é dado a um objeto. Controlar, manipular, fazer com ele aquilo que se quiser, que se desejar. Afinal, um objeto que é nosso, não tem direitos, ele não tem opções. Ninguém pode decidir o que eu farei com o que é meu, a não ser eu!
Prender-se por vontade é a única prisão válida. Estar preso a uma situação agradável, é estar em comunhão com o sentimento que se sente. Estar em acordo com aquilo que se quer, que nos deixa em paz. Estar-se preso por opção e não por convenção social ou qualquer acordo nupcial.
Controlar? Cobrar? Relembrar frequentemente aquele que está ao seu lado das regras que deve seguir, do que deve fazer ou não fazer para manter a situação. Ameaçar com o término caso a pessoa ande fora dessa linha tão delimitada? É tão irracional acreditar que esse tipo de atitude vai prender uma pessoa a seu lado, que isso só é feito e aceito por pessoas e relações que não alcançaram a maturidade sentimental.
O verdadeiro sentimento mantém livre, sob todos os aspectos. Pelo simples fato de considerar que o outro não lhe pertence. E valida esse sentimento se , mesmo entre tantas opções, escolhe-se todo dia a mesma. Mesmo podendo voar, sente-se deliciosamente preso.
E assim fica leve estar do lado de alguém.
E assim não se leva fardos pesados vida afora.
Nó aperta, sufoca. Laço enfeita, mantém junto.
(Anelise Passos)
Tão comum nos dias de hoje escutar inúmeras histórias de ciúmes. Na era das redes sociais certamente esse sentimento encontra infinita matéria para se utilizar. Com tantas redes de pessoas interligadas, atividades, frases, mensagens, certamente o campo é amplo para que várias situações instalem-se.
Mas até que ponto o ciúme é dito sadio? Um sentimento bom? Na minha singela opinião, até um limite que logo estoura.
Ciúme é um sentimento que se não é trabalhado geralmente vai tomando proporção. Até apresentar-se em níveis alarmantes, o que já o caracteriza como doença .E é nesse ponto que então põe-se nele a culpa por desrespeito, violência, mortes, excentricidades de toda a forma. O chamado amar demais (?).
A maioria enxerga um ciuminho besta como demonstração de afeto. Ah, ele me ama, tem ciúmes dos meus amigos homens, que bonitinho, protege o que é dele. Ah, ela me ama, tem ciúmes de quando saio todo perfumado, não quer que os outros sintam o cheiro do que é dela.
Não, esse sentimento não é amor, é posse.
Sentimos ciúmes de objetos, porque nos pertencem. Afinal, geralmente adquirimos eles através de nosso esforço ou recebemos como presente endereçado diretamente à nós. Nos pertencem.
Pessoas não. Nunca pertencerão ou pertenceram ao outro senão a si mesmo.
Acredito, demonstrar afeto é libertar. Não apropriar-se do outro. Demonstrar afeto com maturidade é saber que o outro não lhe pertence, não foi adquirido em momento algum. O outro está a seu lado (ou deveria) por vontade própria, não por prisão.
Embora isso exista aos montes. Relações onde mantem-se o outro ao seu lado como um objeto, de direito adquirido. E aí, como dar um tratamento diferente ao que é dado a um objeto. Controlar, manipular, fazer com ele aquilo que se quiser, que se desejar. Afinal, um objeto que é nosso, não tem direitos, ele não tem opções. Ninguém pode decidir o que eu farei com o que é meu, a não ser eu!
Prender-se por vontade é a única prisão válida. Estar preso a uma situação agradável, é estar em comunhão com o sentimento que se sente. Estar em acordo com aquilo que se quer, que nos deixa em paz. Estar-se preso por opção e não por convenção social ou qualquer acordo nupcial.
Controlar? Cobrar? Relembrar frequentemente aquele que está ao seu lado das regras que deve seguir, do que deve fazer ou não fazer para manter a situação. Ameaçar com o término caso a pessoa ande fora dessa linha tão delimitada? É tão irracional acreditar que esse tipo de atitude vai prender uma pessoa a seu lado, que isso só é feito e aceito por pessoas e relações que não alcançaram a maturidade sentimental.
O verdadeiro sentimento mantém livre, sob todos os aspectos. Pelo simples fato de considerar que o outro não lhe pertence. E valida esse sentimento se , mesmo entre tantas opções, escolhe-se todo dia a mesma. Mesmo podendo voar, sente-se deliciosamente preso.
E assim fica leve estar do lado de alguém.
E assim não se leva fardos pesados vida afora.
Nó aperta, sufoca. Laço enfeita, mantém junto.
(Anelise Passos)

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