Águas passadas não movem moinhos, não movem nada
Enquanto a chuva cai lá fora , torrencialmente, levando consigo
cada objeto deixado, esquecido no chão, eu fico a pensar, porque ela não
poderia derramar assim em meu interior?!
Chuva, leve tudo de mim!
Leve os sentimentos ruins, os medos, as inseguranças.
Sobretudo, leve ele de mim junto com suas lembranças.
Arranque tudo pela raiz, para que não brote mais nenhuma plântula
desse amor.
Águas serenas sempre escondem profundezas. Às vezes não remexidas.
E o que não é remexido, fica guardado por muito tempo.
Acumulando pó. Mutações.
Aqui, no meu interior é tudo tempestade. Mar revolto.
Ondas que vão e que vem me trazendo à tona sentimentos que estão
sempre aí a figurar nos meus dias.
Preciso sair dessa tormenta que me habita.
Quero calmaria, mas não águas paradas, quero vida em movimento.
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