Das possibilidades reais e virtuais


Aqui pensando e vivenciando algumas situações, tenho refletido: está cada dia mais complicado manter relações estreitas e verdadeiras no mundo atual.

São tantos contatos, tantas possibilidades. Inúmeras mídias sociais. Para diversas finalidades. Nesse mundo cibernético, temos a oportunidade que nunca tivemos sem esse recurso: estarmos conectados com uma gama muito ampla de pessoas provindas de lugares variados com preferências  e culturas diferentes, vidas distintas, experiências inúmeras.

Trocamos informações com muitas dessas pessoas, mas de fato, com quantas  nos identificamos? Quantas dessas poderiam tornar-se bons amigos, bons companheiros, parcerias pessoais e profissionais e até mesmo namorados/as?

No nosso tempo curto e cada vez mais competido por estudos, trabalho,  várias experiências, hábitos e hobbies que procuramos manter, como elencar prioridades? Como decidir quem merece maior atenção? Maior comprometimento de nossa parte?

A que profundidade conseguimos levar o processo de descoberta do outro?
Nesse mundo on line, nossas relações tendem a ser compostas de superficialidades. Como identificar a profundidade de uma personalidade humana?

Deparamos-nos com a necessidade de escolha. Definição de prioridades. Não por falta de vontade, antipatia ou qualquer desinteresse. Porém, não conseguimos manter contato com todos que cruzam nossa vida, agora composta por inúmeros âmbitos e talvez para muitos, um dos principais seja o virtual.
De algum modo e elencando alguns critérios individuais, devemos decidir a quem atender. Sem essa fórmula , estamos sob pena de não obtermos nenhuma descoberta sobre o outro, caso não aconteça uma seletividade.

Particularmente tenho feito essas análises  por afinidade. Pode parecer simples, mas elenco aqueles que partilham do meu dia a dia, por critérios e elementos bem específicos que utilizo numa avaliação quase que íntima, com aquilo que possuo de informações.
Por vezes não muitas. Sobretudo se  considerarmos o fato muito presente de que o outro só te mostra àquilo que quer, até mesmo o que não faz parte de si, se o objetivo for agradar.

Um desafio das relações sociais atuais. Verificar as reais possibilidades sejam elas virtuais ou não.

Comentários

Postagens mais visitadas